Indulgências – Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa,em “que o fiel bem disposto obtém em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos.

  • A indulgência pode ser parcial ou plenária, conforme libera parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. As indulgências podem aplicar-se aos vivos e aos defuntos” (CIC 1471, Const. Apost. Indulgentiarum Doctrina,1967, de Paulo VI [cân. 993-996]).
  • No ano 325 o Conc. de Nicéia concede aos bispos o poder de aplicar as indulgências; no final do séc. XI, o Papa Urbano II concede indulgência plenária aos cruzados, na libertação de Jerusalém.
  • No séc. XIII Honório III concede a indulgência da Porciúncula e em 1300 Bonifácio VIII concede a indulgência plenária do Jubileu a todos entrassem nas igrejas de Roma, estimulando assim as peregrinações,
  • Em 1507 o Papa Julio II promulgou uma Indulgência Plenária em favor da construção da igreja de S. Pedro em Roma na qual acrescentava uma oferta em dinheiro para a obra.
  • Na Alemanha devido ao interesse do príncipe-arcebispo de Brandenburgo em ficar com parte dessa contribuição, a questão das indulgências deu origem à Reforma com Lutero, que em 1517 publicou 95 teses contra elas, defendendo que ninguém teria necessidade de indulgências, bastando-lhes a contrição.

v. Reforma, Porciúncula.