Imagens

  • Uma das mais antigas pinturas ocidentais é a da Crucifixão, feita no ano 740 numa capela da igreja de Santa Maria Antiga em Roma e Concílio Ecumênico de Nicéia em 787, reconheceu legítimo a representação em imagens sagradas, ícones litúrgicos, da face humana de Jesus e justificou os ícones da Mãe de Deus dos anjos e dos Santos.
  • O assunto foi ainda examinado nos Concílios de Constantinopla IV (869-870), de Constança (1414-1418) e o Conc. de Trento (1545-1563) determinou que se dessem graças e celebrassem a memória dos santos nas celebrações da Missa.
  • Em 1743 foi objeto de prescrição de fé com a Bula do Papa Bento XIV e o Conc. Vaticano II (1962-1965) manteve o culto dos santos e o uso das imagens, na Const. Sacrosanctum Concilium, art. 111: “O culto cristão de imagens não é contrário ao 1º Mandamento que proíbe os ídolos. De fato, a honra prestada a uma imagem, venera nela a pessoa que está pintada. (…) é uma’ veneração respeitosa’” (CIC 2132).
  • A honra prestada às santas imagens é uma veneração respeitosa, e não uma adoração, que só compete a Deus: “O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem” (S. Tomás de Aquino, S.Th. 2-2,81,3,ad 3).
  • O Cód. Can. em seus art. 1186-1190 trata do culto aos Santos, das relíquias e das imagens.

v. Íconografia