Filioque – lat. …e do filho. Doutrina que afirma a processão do Espírito Santo, igualmente do Pai e do Filho e não somente do Pai como afirmavam alguns autores antigos,.

  • A afirmação do ‘filioque’ não figurava no símbolo [Creio] professado em 381 em Constantinopla, mas com base em uma antiga tradição latina e Alexandrina, o Papa S. Leão o havia confessado dogmaticamente em 447, antes que Roma conhecesse e recebesse, em 451, no Conc. de Calcedônia o Símbolo de 381” (CIC 247).
  • A adição do Filioque ao Creio niceno (Conc. de Nicéia, 325), da fórmula “qui ex Patre Filioque = que procede do Pai e do Filho, anteriormente limitada a “que procede do Pai”, foi rejeitada pelo Papa Leão III (795-816) e embora já adotada, na época, em muitos países da Europa.
  • Os cristãos orientais alegavam que um Creio formulado por um Concílio Ecumênico (Nicéia, 325) não poderia ser alterado a não ser por um outro Concílio e esta foi uma, mas não a principal, das razões da ruptura entre a Igreja latina e a Oriental;
  • A tradição latina do Credo que confessa que o Espírito “procede do Pai e do Filho (Filioque)”, foi explicitada no Conc. de Florença em 1438 (DS 1300-1301; CIC 245).

v. Cisma, Processão.