As oito Cruzadas - Parte 1

  • 1ª Cruzada, 1095-1099. O Papa Gregório VII já pensava em organizar uma expedição contra os turcos para reconquistar Jerusalém, mas foi o Papa Urbano (1088-1099), que recebeu do imperador bizantino Aleixo I, pedido de ajuda militar contra os infiéis mulçumanos e no Conc. de Clermont em 1095, o Papa convocou os cristãos para “levar a Cruz” contra os agressores mulçumanos. Antes da partida dos cavaleiros designados pelo Concílio, um grupo de fiéis pobres, desarmados e sem organização alguma, partiram em direção a Jerusalém sob a liderança de Pedro, o Eremita - a Cruzada dos Mendigos, como ficou conhecida - e foi totalmente destruída ao chegar à Ásia Menor. Em 1096 os cavaleiros cruzados partiram sob o comando de Godofredo de Bulhões e outros nobres não-reis, sitiaram Nicéia e Antioquia e entraram em Jerusalém em julho de 1099 após um cerco de cinco semanas. Os Cruzados fundaram no Oriente Médio uma série de estados cristãos, segundo sistema feudal europeu. O reino de Jerusalém foi chefiado por Godofredo de Bulhões e após a sua morte foi substituído por Balduíno de Flandres que governou como rei, de 1100 até 1118.
  • 2ª Cruzada, 1147-1149. Organizada após a reconquista de Edessa pelos árabes em 1144, S. Bernardo de Claraval a pregou pela Europa.e comandada por Conrado III da Alemanha e Luís VII da França, foi derrotada em Doriléia e as tentativas de reorganizá-la contra Damasco e Ascalon também fracassaram..
  • 3ª Cruzada, 1189-1192 É a famosa “Cruzada dos Reis”, organizada após a conquista de Jerusalém por Saladino, em 1187. Encorajados pelo Papa Inocêncio III, dela participaram os reis Ricardo Coração de Leão (Inglaterra), Filipe Augusto (França) e Frederico Barbarruiva (Sacro Império Germânico), morto em batalha, assim como seu filho, Frederico da Suábia. Ricardo Coração de Leão assinou um armistício com o Sultão Saladino, pelo qual os cristãos eram autorizados a peregrinar até Jerusalém e recebeu um território entre Tiro e Jaffa.

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