Cisma do Oriente

  • A grande cisão entre as igrejas católica do oriente, grega, e a igreja Católica do ocidente, romana (latina), no ano 1054, durante o pontificado do Papa S. Leão IX (1048-1054).
  • Essas Igrejas tinham sedes nesses lugares distintos no Império, ou seja, a sede (ou sé) da igreja ocidental em Roma e a da oriental em Constantinopla, embora fossem uma só igreja cristã.
  • Ambas foram se distanciado nas questões de natureza teológica e política; em vários momentos, os concílios ocorridos nas cidades orientais e ocidentais exprimiam diferentes concepções de fé.
  • Consequentemente, essas querelas cresceram e não só determinaram o enfraquecimento de uma Igreja unica, mas também gerava uma tensa disputa de autoridade.
  • A igreja do oriente assumiu características religiosas próprias, ortodoxas, distanciando-se de Roma, carregando consigo a tradição e o ritual grego, enquanto a ocidental sofreu a influência latina
  • Na época o poder de influência da Igreja de Constantinopla era mais observável, considerando o poder econômico e político de todo o seu território.
  • Naquele momento o clero, a hierarquia, ocidental não tinha condições de propor normas que pudessem se contrapor à sustentação teórica e política dos cristãos orientais. Contudo, no século VI, se constata o desenvolvimento e a expansão do reino dos Francos oferecendo os meios necessários para que os líderes latinos viessem a ter maior independência.
  • Os cristãos passaram a diferenciar-se em questões de fé e liturgia significativas; os orientais acreditavam que o Espírito Santo, a força ativa que exprime o poder espiritual, emanava somente do Pai, ou seja, Jesus, o Filho estaria em posição subordinada, por não ter esse mesmo dom do Pai Criador.
  • Por outro lado, os cristãos Ocidentais afirmavam que o Espírito Santo era uma força que procedia tanto do Pai quanto do Filho, o Filioque, definindo que não havia subordinação hierárquica, mas condição de perfeita unidade entre as três Pessoas da Trindade Santa.
  • Na estrutura religiosa oriental era marcante a ausência de limites entre a autoridade do governo imperial e os chefes da Igreja, onde o imperador considerado eleito de Deus, teria poder de decisão para discutir e apontar os componentes do seu clero.
  • Por sua vez, a experiência cristã no Ocidente assumiu orientação contrária, e estabeleceu que a autoridade sobre os assuntos religiosos ficassem reservados às ações tomadas pelo Papa, bispo de de Roma.
  • Isto levou à origem das Igrejas Ortodoxas no oriente, com sede em Constantinopla (a antiga Bizâncio, hoje Istambul na Turquia) e a Igreja Latina, no ocidente, com sede em Roma.

v. Cisma do Ocidente.