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Basílica de S. Pedro - A monumental e mais conhecida obra arquitetônica sagrada conhecida no mundo. 1. Com uma área de 50 mil metros quadrados e 132 metros de altura (na cruz sobre a lanterna da cúpula) o modesto Santuário do Príncipe dos Apóstolos tornou-se magnífica Basílica sob o Imperador Constantino no ano 323 e ainda estava incompleto por ocasião de sua morte em 337. 2. A Basílica se localiza onde funcionou o Circo romano, na época de Nero, palco de inúmeros martírios de cristãos (Tácito, Anais, XV,44) e o local exato onde s. Pedro foi crucificado; nesse circo, foi preservado através dos séculos e na atual Basílica e o seu túmulo (v. Confissão, confessio), está assinalado por um altar, no centro do grandioso templo. 3. Sua construção em forma de cruz foi dividida em cinco naves em quatro fileiras, com vinte e duas colunas cada uma e logo surgiu a necessidade de se construir uma palácio próximo à Basílica no qual o Papa pudesse receber os visitantes e peregrinos. Em 847, após os sarracenos pilharem a Basílica de S. Pedro e todos os demais santuários em Roma o Papa Leão IV decidiu cercar toda a região com uma forte muralha e torres a intervalos, duas das quais se encontram preservadas nos jardins do Vaticano. Devido a essa muralha, parte do Vaticano recebeu o nome de Civitas Leonina, Cidade Leonina, preservada até hoje. Decorreram-se doze séculos entre a construção original e a primeira demolição de uma importante parte da Basílica e a nova construção no início de 1450. 4. Abandonada durante o período em que o Papado esteve em Avignon (1378 a 1429; v. Cisma do Ocidente), no séc. XV, com a primeira Basílica beira da ruína, o Papa Nicolau V propôs a construção de uma nova estrutura sobre a construção de Constantino e pouco foi feito até a sua morte em 1455. Seu sucessor Júlio II adotou o projeto e, em um concurso, o arquiteto Bramante foi vencedor e seus projetos originais, com colunas que suportariam a grande cúpula (domo) sobre uma igreja em forma de cruz grega, estão hoje preservados na Galeria Ufizzi em Florença. 5. Em 1506 Júlio II colocou a pedra fundamental da nova Basílica e em 1520 surgiu a polêmica sobre a sua forma em cruz grega ou latina, e em 1606, o Papa Paulo V decidiu pela cruz latina com uma fachada barroca. Michelangelo Buonarroti assumiu a obra em 1548, mantendo o projeto de Bramante e o domo, obra genial e de insuperável beleza foi sendo erguido no centro da basílica, na interseção da cruz grega; com a morte, em 1564, do grande mestre, Giacomo della Porta continuou a sua construção. Após um período de 176 anos, a partir de 1450, o Papa Urbano VIII, considerando a obra completada, em 18 de novembro de 1626 dedicou solenemente a Basílica, tal como hoje se encontra, exceto por alguns detalhes. 6 Esse santuário do Príncipe dos Apóstolos, o principal do Cristianismo ocidental, contém tesouros muito valiosos que cercam o túmulo de Pedro, centro de toda a estrutura da basílica. Dentre os serviços litúrgicos ali realizados está uma celebração que não se oficia em nenhuma outra igreja do mundo, que é a Lavagem do Altar na Quinta-feira Santa, uma cerimônia impressionante que começa logo após as Matinas com a aspersão do altar Papal com óleo e vinho e depois uma grande procissão na qual o clero presente, simbolicamente, lava o altar. 7. A sacristia, a residência dos cônegos e a hospedaria papal de Santa Marta, são prédios anexos, ligados à Basílica por duas passarelas cobertas. A majestosa Praça de S. Pedro, parte orgânica da Basílica, foi construída em 1667 por Bernini, de forma elíptica (lembra uma pinça, com as hastes ligadas às escadarias), exibe 248 colunas e 88 pilastras de mármore travertino, com corredores cobertos e sobre eles 162 imagens de Santos. No centro dessa Praça está o conhecido Obelisco, sem hieroglifos, trazido de Heliópolis por Caio Calígula (37-41); pesa 360 toneladas, sua altura é de 254 metros e foi removido do antigo Circo ao local atual, em 1586. v. Confissão/Confessio, Cisma do Ocidente, Sagradas Grutas Vaticanas, Transena.