Universidade(s) - O termo universidade embora tenha sido inicialmente aplicado às célebres escolas de Alexandria e Atenas, refere-se, geralmente, às universidades que surgiram na Idade Média durante um reavivamento dos estudos os séc. XI e XII.

As universidades pioneiras foram as de Medicina em Salerno (a mais antiga e famosa escola de medicina), da Lei, em Bolonha, ano 1150, (antes uma famosa escola de Artes), ambas na Itália, e a Teologia e Dialética em Paris, Sorbonne, em 1214.

Em Bolonha foi introduzido o estudo sistemático do Corpus Juris civilis (Corpo da lei civil) e colocou essa disciplina em lugar distinto da Teologia, e assim se tornou o principal centro de ensino do Direito em toda a Europa.

Em 1158, o rei Frederico I, por decreto, protegia os alunos que chegavam à Itália para estudar, dando-lhes salvo-conduto. Em caso e queixa contra esses estudantes lhes dava o direito e se defenderem a si mesmo perante seus professores e o Bispo, o que serviu de base para os privilégios estudantís posteriormente.

Para se tornar uma Universidade impunha assegurar uma organização corporativa. Em Paris, das três proeminentes escolas, S. Vitor era anexa à Igreja, com cônegos regulares; a Santa Genoveva, foi inicialmente dirigida por seculares e a seguir por cônegos regulares e Notre Dame, a escola da Catedral de Paris.

Para o historiador Denifle, Notre Dame foi a origem das Universidades, não elevada por caráter real ou pontifício, mas por iniciativa dos seus professores que lecionavam nas casas.

v. Faculdades

Nas universidades o ensino era dado e preleções (praelectio) os livros Digestum Vetus e o Codex, eram consideras parte do ensino ordinário, enquanto o Infortiatum, o Digestum novum e outros menores, eram extraordinários. No estudo da Lei Canônica, os ordinários eram o Decretum e os cinco livros das Decretais de Gregório IX.

O ensino ordinário era reservado aos doutores, na parte da manhã, e o extraordinário, dado por mestres ou bacharéis, no período da tarde. Não era permitido aos professores o ditado e cópia, cada aluno devia ter seus próprios livros e aos alunos carentes era feito o ditado da matéria em classes, turmas, especiais.