Universidade de Paris - Memorável por seu ensino, a Universidade de Paris ocupou lugar importante, na Igreja, durante o Grande Cisma e nos Concílios, por sua tolerância com as heresias.

Sob a dominação da Inglaterra, desabonou-se com o julgamento de Joana d´Arc, embora tenha se recuperada, reabilitando posteriormente, essa Santa.

Esta universidade praticamente desapareceu com a Revolução francesa, quando em setembro de 1793, a Convenção Nacional suprimiu na nova Republica o funcionamento das escolas de Teologia, Medicina, Leis e Artes.

Entre os séc. XI e XII três escolas foram, particularmente, famosas em Paris, além da Escola Palatina, ou palaciana: a Escola de Notre-Dame, a de Santa Genoveva e a escola de S. Vitor,e podem ser consideradas o triplo berço da Universitas Scholarium, a Universidade de Paris, fundada em 1208, como se vê na Bula de Inocêncio III.

A primeira sofreu declínio com a queda da realeza e as outras duas que eram mais antigas, assim com as demais nas abadias e catedrais ficaram, de certa forma, obscurecidas, diante da glória efêmera da escola palatina.

As duas primeiras escolas da Igreja, contaram com mestres ilustres como S. Estanislau, bispo de Cracóvia; Gebard, arcebispo de Slazburgo; Santo Estevão, terceiro abade superior de Citeaux e d´Arbrissel, fundador da abadia de Frontevault.

A instrução humanística nessas célebres instituições, compreendia a gramática, retórica, dialética, aritmética, geometria, música e astronomia (o trivium e o quadrivium).

A instrução superior compreendia a teologia moral e dogmática, a partir da Sagrada Escritura e da Patrística e três ilustres nomes trouxeram esplendor a Notre-Dame e a Santa Genoveva, prncipalmente Guilherme de Champeaux, Abelardo e Pedro Lombardo.

Champeaux fundou a seguir a escola de S. Vitor, junto à Abadia de mesmo nome, rivalizando com as duas anteriores.

Em Paris estudaram os Papas Celestino II e Adriano IV, um sobrinho do Papa Alexandre III, tornou-se mais tarde o Papa Inocêncio III, assim como S. Tomás de Canterbury. Os cronistas da época citavam Paris como “cidade das letras”, acima de Atenas, Alexandria e Roma.