Todos os Santos – Solenidade do dia 1º de novembro, data que precede o Dia de Finados.

  • Antiga celebração destinada a comemorar solenemente os mártires da Igreja e se estendeu a todos os que morrem na fé (Ap 7,2-4.9-14; 1 Jo 3,1-3; Mt 5,1-12).
  • No quarto século dioceses começaram a fazer intercâmbio de festas transferindo as relíquias de seus mártires ou celebrando conjuntamente, como registra o convite de S. Basílio de Cesaréia (329-379) aos bispos da província do Ponto.
  • Frequentemente grupos de fiéis eram martirizados no mesmo dia e naturalmente levou a uma só comemoração. Na época do imperador Diocleciano (284-305), o número de mártires era tão grande que seria impraticável designar um dia para um deles, mas a Igreja decidiu apontar um dia comum para todos, como meniconaram em seus sermões S. Efrem, o Sírio (+373) e S. João Crisóstomo (+407) e, gradualmente, ao lado dos mártires incluiram-se os Santos, à medida em que a Igreja estabeleceu o processo de Canonização.
  • O Papa Gregório III (731-741) consagrou uma capela na Basílica de S. Pedro em Roma a Todos os Santos e fixou a celebração, em Roma, no dia 1º de novembro e Gregório IV (827-844) confirmou-a, extendendo a solenidade para toda a Igreja, sendo a Vigília, possivelmente, estabelecida na mesma época.
  • S. Paulo adotou a expressão “santos” para os cristãos (Rm 16,2; Ef 3,8; Fl 4,21) e esta celebração enfatiza a unidade e a comunhão dos fiéis vivos e falecidos e na atual liturgia acontece no Domingo seguinte ao dia 1º de novembro.

v. Canonização, Finados.