Teoria Conciliar – Proposta surgida durante a crise do Papado (Avignon e Roma), num movimento que exigia mudanças na Igreja da época (1377-1410), onde se afirmava que não somente o Papa (a cabeça), mas também a comunidade dos fiéis (o corpo) representava a vontade de Deus e devia dirigir a Igreja através dos seus representantes, os bispos.

Esta Teoria é importante para se compreender a luta entre o Papado, em crise, o poder temporal, os reis, e o Concílio (o de Constança, 1414-1418, que elegeu um novo, e único, Papa, Martinho V e propôs reformas para a Igreja) e trouxe sérias conseqüências à Igreja, que a fim de impedir o crescimento dessa teoria, os Papas evitavam convocar novos Concílios e impediu a execução de uma reforma no corpo eclesial e melhoria do padrão intelectual, moral e formativo do clero, reclamada pelos defensores dessa teoria.