Teologia – gr. theos+legein, falar de Deus.

  • Ciência da religião, das coisas divinas à luz da Revelação;
  • o estudo crítico, histórico, psicológico e sócio-antropológico, metodicamente formulado, sobre Deus, a religião, dogmas e os conceitos morais;
  • a Teologia foi a principal ciência na Europa, durante a Baixa Idade Média e algumas universidades se especializaram em teologia, como a universidade de Paris, a mais importante do séc. XII-XII, onde S. Tomás de Aquino ensinou. “A teologia é ciência eclesial, porque cresce na Igreja, e age sobre a Igreja, (…) ela está a serviço da Igreja (…)” (Veritatis Splendor, 109)

Teologia monárquica – teologia em que Deus Pai é o centro, o monarca.

Teologia monoteísta – O AT confessa um rigoroso monoteísmo, contudo, Santo Atanásio ao comentar o “Sanctus” precisa que os serafins ao dizerem “três vezes Santo” (Is 6, 2-3) nomeiam e glorificam o Pai, o Filho e o Espírito Santo (De appar. Verbi Dei inc., 10);

  • Isidoro Pelus explica que Deus não julgou oportuno introduzir a distinção de Pessoas, para que os judeus não caíssem na idolatria, professando três deuses e entendessem aos poucos a o dogma das hipóstases (Epist. II, 143).

v. Shemá, Hipóstase.

Teologia Moral – o estudo da conduta diante dos preceitos morais universais, prescrições de pureza ritual e jurídicas (mandamentos, exortações, conselhos, invectivas proféticas).

  • Parte da Enc. Veritatis Splendor trata de maneira objetiva sobre a Teologia , a Doutrina Moral e os teólogos moralistas (nºs 109-113).

Teologia Dogmática – o estudo da doutrina e das verdades da fé.

  • Na história da Teologia Dogmática distinguem-se três períodos:

a) Patrístico, ano 100-800, tendo S. Cipriano, S. Gregório de Nissa, Santo Irineu, S. Clemente de Alexandria, Santo Hilário, S. Cirilo de Jerusalém, entre seus expoentes;

b) Medieval (800-1500), abrangendo duas épocas:

  1. o início e crescimento do Escolasticismo nos anos 800 a 1200, , ligado aos nomes de S. Alberto Magno, S. Boaventura, Tomás de Aquino, S. Bernardo de Claraval, Santo Anselmo de Canterbury e Duns Scottus.
  2. o ápice do Escolasticismo, 1200 a 1300, marcado pela Suma Teológica de S. Tomás de Aquino, as construções das grandes catedrais góticas, o notável franciscano Alexandre de Hales e o dominicano Santo Alberto, o Grande.

c) período Moderno (1500-1900): neste período ocorre o declínio do Escolasticismo, entre 1660-1760; destacam-se o Cardeal Belarmino (1621), o jesuíta espanhol Gregório de Valença (1603), Cardeal du Perron e Martin Becanus (1624), Denziger (+1883), entre outros .

v. Suma Teológica, Patrística, Tomismo.

Teologia Patrística – a teologia dos Santos Padres do 1º ao 8º séculos da era cristã, segundo a qual, resumidamente, segundo S. Gregório Nanzianzo “ninguém pode conhecer a Deus, se não é o próprio Deus que o ensina” (Oratio, 32) e onde os Padres mostram a ascese como a preliminar da arte teológica e a oração um estado, gr. katastasis, da inteligência, receptividade orante aberta às revelações fulgurantes do Transcendente; para a Teologia Patrística o “bom ladrão”, (Lc 23, 39-43), é teólogo, pois teve a experiência imediata de Deus, reconhecendo-O e dirigindo-Lhe a sua oração.

v. Alexandrina, Antioquena.

Teologia Trinitária – a teologia sobre as três pessoas da Santíssima Trindade, o mistério das Três Pessoas Divinas; na literatura cristã, desde a Didaqué, se encontra a fórmula trinitária, na invocação batismal, nas bênçãos e doxologias litúrgicas.

  • Antes do Conc. de Nicéia, em 325, a doutrina trinitária não era ainda clara e exata, porém, a reação dos Santos Padres e da Igreja é unânime contra as heresias.

v. Heresias, Didaqué, Credo, Filioque, Espírito Santo.