Significado da Morte nas diferentes Religiões e Crenças

  • Catolicismo - Para os católicos o homem, o ser humano, não foi abandonado por Deus ao poder da morte, ao contrário, Deus o chama e a ele anuncia, de modo misterioso, a vitória sobre o mal e o reergue da queda (cf. Catecismo da Igreja Católica,# 410). O catolicismo acredita que ela seja a ponte para a chamada “vida eterna”. Desta maneira, os católicos creem que a alma da pessoa passará por uma espécie de purgatório, onde será julgada para permanecer no céu com o Senhor, caso seja perdoada, ou ir ao inferno, na hipótese de condenação. Diante disto o critério de reencarnação fica descartado.
  • Budismo - para seus seguidores vida e a morte é uma unidade e a cada instante estamos nascendo e morrendo e dentro da imensidão do universo e, ainda, os seres humanos estão em movimento carregando uma personalidade perecível. Para os budistas a morte é um aspecto concreto disso. Para a maior parte das pessoas que não é capaz de pensar de uma forma muito abstrata, a morte dá um sentido concreto dessa impermanência e dá a medida, e a distinção, do que significam as nossas identidades, as nossas posses e os nossos apegos. Para os budistas não há um eu eterno; segundo sua crença as pessoas nascem, morrem e renascem, e quando renascem, não carregam a ideia daquilo que foram.
  • Hinduísmo - A visão hindu de vida após a morte tem o seu centro no conceito da reencarnação. Para os hinduístas, a alma humana se liga ao mundo material por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre acontece a transmigração e alma passa para o corpo de outra pessoa, ou para um animal, dependendo das suas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - moksha -, se fica passando por mortes e renascimentos sucessíveis. Este ciclo é denominado “Roda de Samsara”, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação. Os hindus possuem crenças distintas, mas todas estão baseadas na ideia de que a vida terrena é parte de um ciclo infinito de nascimento, morte e renascimento.
  • Judaísmo - Os judeus consideram que a alma seja eterna e esse fator identifica a morte como parte da missão que viemos cumprir. No entanto em relação ao aspecto da vida após a morte, a tendência de pensamento se modifica a partir da vertente judaica pois enquanto alguns concordam com o critério de reencarnação, outras creem na ressurreição. O judaísmo prega a sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se ela existe. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos; enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original. No judaísmo costuma-se dizer, segundo os ensinamentos cabalísticos, que a alma tem níveis distintos, o Nefesh, Ruach, Neshamá, Chaiá e Yechidá., os quais denominam como “força vital” a alma ânimo do nosso corpo. Na análise do texto bíblico da criação do homem, se vê claramente, com distinção, que Deus o criou a partir do pó da terra. Depois Ele insuflou em suas narinas sua alma, sua vitalidade, o Ruach Chaim, o espírito da vida. Por sua vez o momento da morte significa o desenlace quando se separam, mais uma vez, a alma do corpo. o Rei Salomão descreve no Livro dos Eclesiastes “veharuach tashuv el HaElokim asher netana” – “ o espirito retorna para Deus que o deu”. Por sua vez, o corpo se decompõe, exceção aos Tsadik, personalidades no Judaísmo Ortodoxo, mestres espirituais, pessoas santas e justas.

Xintoísmo - Para o Shinto, o seres humanos nascem com duas almas, uma superior, kon, que vem do próprio Céu, fagulha divina que traz a força animadora e a alma inferior, haku, a qual vem da Terra e representa a natureza humana, com personalidade e consciência, e também o instinto, animal. Portanto, quando o ser humano morre, suas almas seguem por caminhos distintos: o kon ascende de volta ao Céu, onde o Senhor o absorve e o haku desce ao Inferno, o Cárcere da Terra; como é personalidade, será julgada pelos seus feitos em vida. Quando essa a alma chega ao Inferno é levada diante de um juiz demoníaco, que a julga e assim pode ter um de vários destinos, entre os quais :

  • Receber uma sentença para servir determinado tempo no Inferno por suas falhas em vida e ao final dessa sentença retorna, renasce, na Terra ou se torna um ser demoníaco.
  • Ser recompensada pelos seus bons atos em vida e se torna um bom espírito, podendo ainda se tornar guardiões de determinados lugares ou serão enviados para servir aos Deuses das Cidades (que um dia foram também mortais e receberam a recompensa por suas virtudes) ou ainda, alguns podem retornar à Terra para guiar seus descendentes.

v. Morte, Eutanásia, Proto-Evangelho, Xintoísmo