Satanás – hebr. Oponente, adversário.

  • O Livro do Gênesis descreve e experiência humana como uma luta entre o bem e o mal, onde Deus representa tudo que é bom, o Bem, e Satanás personifica as forças do Mal, a tentação maligna, a voz sedutora que se opõe a Deus, “Não, jamais morrereis” (Gn 3,5).
  • No Alcorão é, com frequência, designado Iblīs, Eblis ou Ibris também; figura que ocorre comumente relacionado à criação de Adão e à ordem de curvar-se diante dele e que epois que recusou, foi expulso do céu. Na tradição islâmica, Iblis é frequentemente identificado com ash-Shaitan ,“o Diabo”, frequentemente conhecido pelo apelativo ar-Rajīm, ár. ٱلرَّجِيْم, o Amaldiçoado. Entretanto, enquanto Shaitan é usado exclusivamente para uma força do mal, o próprio Iblis tem um papel mais ambivalente nas tradições islâmicas.
  • Na tradição cristã Satã é identificado com o “diabo”, do grego Diabolos, σατανάς,o caluniador, difamador, detrator; no hebraico é !tX, opositor, adversário. Essa palavra aprece 36 vezes no Novo Testamento, sendo 18 nos Evangelhos e em Atos dos Apóstolos.
  • Também é designado Lúcifer, o arcanjo decaído originalmente bom, e com seus seguidores, “rejeitaram radicalmente e irrevogavelmente a Deus e o seu Reino (CIC 392) e se tornaram maus.
  • No NT é chamado de “homicida” (Jo 8,44), “diabo”, em 1 Jo 3,9 e a queda desses anjos é citada em 2Pd 2,4, chamados “anjos pecadores, anjos culpados“, em algumas versões bíblicas. Belzebu é um outro nome aplicado a Satanás (Mt 12,24; Mc 3,22; Lc 11,15), associado à cidade de Ekron, dos Filisteus (2 Rs 1,2). Esse título teve origem em Canaã, onde era Baal, o Senhor das moscas..