Santo – hebr. kadesh; gr. ágios, vida nobre e pura. Atributo de Deus, três vezes Santo.

Parte do antigo Tabernáculo judaico, separado do Santo dos Santos por uma cortina preciosa, diante da qual ficava o altar dos perfumes onde queimava-se, pela manhã e à noite, um incenso composto de 24 essências exclusivas, mais o candelabro de ouro com sete braços e sete lâmpadas permanentemente acesas e a mesa dos “pães da proposição”, coberta de ouro, com 12 pães ázimos da mais fina farinha, que eram renovados a cada sete dias, no início do Sábado.

Santos – 1Título freqüente entre os primeiros cristãos, os consagrados, separados do mundo (Rm 16,2; Cl 3,12). No séc. IV, o termo se aplicava aos eremitas do deserto como S. Antão e S. Paulo de Tebas, os primeiros a serem venerados.

De acordo com a tradição, a Igreja rende culto aos santos e venera suas imagens e relíquias autênticas; as festas do santos proclamam as maravilhas de Cristo em seus servos e propõem exemplos oportunos à imitação pelos fiéis (SC, 111).

O calendário universal dos Santos foi reduzido e a nova classificação reconhece cinco categorias especiais: apóstolos e pastores (derivados de sua função); mártires, virgens e doutores (derivados de seus carismas).

v. Canonização, Comemorações dos Santos..

Santo dos Santos – O lugar sagrado, no Tabernáculo ou no Templo em Jerusalém, onde ficava somente a Arca da Aliança, separada por um grosso véu ou cortina do espaço chamado Santo, (Ex 40,33; 1 Rs 6,19; Mt 27,51; Mc 15,38; Lc 23,45, Hb 9,2-3); [esta cortina é o “véu do templo” a que se refere o Evangelho, Lc 23,45, que se rasgou no momento da morte de Jesus,].

No Santo dos Santos, somente o Sumo Sacerdote, e ninguém mais, sob risco de morte, poderia entrar e onde ele, uma vez ao ano, oferecia o sacrifício expiatório (Lv 16, 1ss; Eclo 50,12 ss; Hb 9,7). O sumo sacerdote pata entrar nesse lugar sagrado amarrava uma corda no tornozelo e, se caso morresse seria puxado sem que

v. Arca da Aliança, Átrio, Ázimos, Tabernáculo,