Purificação -

  • A Lei mosaica enfatizava a necessidade de o povo de Deus ser limpo em sentido espiritual e físico. Os israelitas estavam sujeitos a várias formas de impureza das quais tinham de se purificar por banharem o corpo e lavarem as roupas (Levítico 11,28; 14,1-9; 15,1-31; Deuteronômio 23:10-11).
  • Jeová Deus é totalmente puro e limpo. Por isso, os sacerdotes e os levitas tinham de lavar as mãos e os pés antes de se aproximarem de Seu altar, sob pena de morte. (Êxodo 30,17-21).
  • Especialistas acreditam que por no primeiro século a.C, a instituição religiosa judaica já havia aumentado os requisitos para a limpeza sacerdotal dos não-levitas e tanto os essênios como os fariseus praticavam freqüentes abluções, os rituais de purificação.

Purificação do Templo - Jr 7, 11, Mc 11,15ss, Lc 19, 45ss, Jo,2,13ss.

  • Clássico episódio no qual Jesus expulsa os mercadores instalados à entrada do templo. Na realidade não se tratava somente de meros negociantes e vendedores de animais e pombos para sacrifício, mas principalmente se dirige aos 'cambistas', trocadores de moedas - para a converter outras moedas por shekels do Templo.
  • A reação natural de Jesus também incluía o notório escândalo local da apropriação de fundos do tesouro do templo - por Pilatos com a cumplicidade do sumo sacerdote Caifás - para a construção de um aqueduto romano (razão para a expressão “covil de ladrões” constante do Livro de Jeremias e nos Evangelhos).
  • Esses fatos foram considerados por Jesus e seus discipulos com “profanação” do templo, a solene casa de Oração (Is 56,7)

v. Hissopo, Profanar,