Paramentos – As vestes sacerdotais, lat. vestes sacrae, usadas desde a Antiguidade, cujo uso foi prescrito no AT (Ex 28; 39), as vestes litúrgicas, de uso eclesiástico nas celebrações.

  • Os paramentos não se originam das vestes sacerdotais judaicas, mas foram se desenvolvendo a partir das vestes seculares do mundo greco-romano e suas origens passam pelo período pré-Constantino, sem distinção das vestes seculares, de uso diário.
  • Nesse período surgem a estola (orarion) e o pálio (omophorium); o segundo período está entre o IV e o IX séc., o mais importante e no qual se determinou os principais paramentos dos dias presentes, quando o processo de desenvolvimento inclui elementos essenciais como a separação entre as vestes litúrgicas usadas nos Ofícios e as não-litúrgicas, especialmente as para uso secular e a introdução do sacrales distinctiva, assim como se introduziu a benção para os paramentos litúrgicos (Pontifical de Reims e o de Egberto de York, séc. IX-X respectivamente).
  • Entre os séc. IX e XIII os acólitos deixaram de usar a casula, estola e manípulo e a casula, o pluvial e outras capas tomaram seu lugar em outras funções;
  • A sobrepeliz surgiu durante o séc. XI gradualmente substituindo a alva; neste período as vestes pontificais tomaram suas formas definitivas e a mitra foi introduzida. No tempo do Papa Inocêncio III contava-se 17 vestes paramentais, sem incluir o amito papal (fanon). Os novos tecidos mais adequados, as vestes bordadas e ornamentadas e a melhoria dos aspectos estéticos (antes desproporcionais, como no caso das mitras), aparecem a partir do séc. XIII.
  • No Rito Latino encontra-se a alva, estola, túnica, amito, sobrepeliz, casula, planeta, pluvial, capa magna, luvas, manípulo, mantelete, roquete e dalmático e antigamente incluia sandálias, botinas e meias.
  • O Papa e os Bispos usam ainda mitra, pálio, solidéo, usam o anel, sobre o peito a cruz pastoral e carregam o Báculo e as cores de alguns destes paramentos seguem as cores litúrgicas do Tempo em que são usados.

Simbolismo -

  • Entre os liturgistas do séc. IX ao XI, os paramentos litúrgicos simbolizavam o caráter oficial e as virtudes dos que os usavam, ou seja, o simbolismo moral. No simbolismo típico-dogmático do séc. XII, os paramentos expunham o clero como representantes de Cristo e logo passaram a indicar a sua Encarnação e suas duas naturezas;
  • o simbolismo alegórico do séc. IX-X, mostra o sacerdote no altar como um guerreiro de Deus e aponta suas vestes como armas usadas na guerra espiritual contra o mal.
  • Na Idade Média adotou-se o simbolismo moral no uso dos paramentos e nas orações do rito de ordenação;
  • no séc. XV, entre os liturgistas gregos, prevalecia o simbolismo típico-dogmático e mais tarde o moral com o costume das orações sobre as vestes litúrgicas.