Os povos das Missões Jesuítas - Parte 2

  • Em seu apogeu, na primeira metade do séc. XVIII, existiram, no total, quase 30 Missões com uma população indígena, em torno de 100 a 300 mil habitantes, convertida ao catolicismo.
  • Devido aos contínuos ataques dos bandeirantes paulistas as primeiras missões foram abandonadas por volta de 1640. Em 1650 a agricultura possuía grande importância e os jesuítas eram, na época, grandes produtores da terra, além de sua organização cultural respeitadíssima, dotada de força econômica e política no mundo colonial.
  • Pacificando os indígenas os Jesuítas estabeleceram nas divisas do Brasil, Paraguai e Uruguai comunidades muito organizadas, em fazendas chamadas “reduciones” (Reduções = levar, converter os pagãos locais ao cristianismo) que no Paraguai, em 1607, reuniram 150 mil indígenas Guaranís.
  • No final do séc. XVIII a população indígena das Reduções se aproximava de 600 mil pessoas; ao final da guerra guaraní, em 1768, foi reduzida à metade e em 1801 a população oficial era de 42.885 índios.
  • Na época os bandeirantes, descendentes de João Ramalho e os “mamelucos” (termo aplicado aos portugueses) viam os índios como “mão-de-obra” gratuita e assim as Reduções que os mantinham protegidos desses escravagistas, se tornaram alvo de seus ataques a partir de 1629 até 1631, quando as comunidades se esconderam na selva e mais tarde retornaram.
  • Em 1640 o rei Felipe IV da Espanha permitiu aos jesuítas armarem os indígenas que assim se tornaram uma formidável força de combate a favor dos espanhóis.

Continua na parte 3 »>