Joana Darc - (1412-1431). Denominada a Donzela de Orleans, nasceu na vila de Domremy, França, provavelmente em 6 de janeiro de 1412 e morreu martirizada em 30 de maio de 1431.

  • Filha de uma família do campo, pobre, mas não carente, menina piedosa, foi pastora até os 18 anos, e aos treze anos, começou a passar por êxtases ouvindo as vozes de Santa Catarina e S. Miguel, que lhe falavam de sua missão de salvar sua pátria da iminente invasão dos ingleses.
  • Com muito empenho conseguiu chegar até ao rei Carlos VII, lhe expôs sua missão e este lhe confiou um grupo de soldados que sob o seu comando (“sou uma pobre menina; não sei cavalgar ou lutar, mas é Deus quem comandará”, afirmava a menina Joana).
  • Bateram os ingleses, levantando o cerco de Orleans (tomada em 1428), vencendo-os em Patay em junho de 1429 e Joana recusou a espada oferecida pelo rei, pedindo que procurasse por uma espada, que aparecia em suas visões, atrás do altar da capela de Santa Catarina, onde foi realmente encontrada.
  • Seu estandarte exibia as palavras Jesus e Maria e a estampa de Deus Pai com anjos entregando a Ele uma flor de Lis. Antes de ir a combate Joana foi enviada a Poitiers para ser examinada por uma comissão de bispos, doutores e teólogos que não encontraram nenhuma heresia em suas afirmações sobre as vozes e visões sobrenaturais.
  • Em 1429 Joana levou o rei Carlos até Rheims e onde foi solenemente coroado e o rei, em dezembro desse mesmo ano, deu título de nobreza à Joana e sua família. Em maio de 1430, após um ataque fracassado e, supostamente, traída pelo comandante local, Guillaume de Flavy, Joana foi aprisionada por João de Luxemburg, e por ele vendida aos ingleses por altíssima soma em dinheiro.
  • Diante da apatia do rei Carlos (ela poderia ter sido trocada pelo conde de Suffolk, seu nobre prisioneiro inglês), foi submetida a um complicado e aviltante processo num tribunal eclesiástico, com a participação de teólogos e doutores da Universidade de Paris, tribunal parcial e simpático aos ingleses, sob a presidência de Pierre Cauchon, bispo de Beauvais, inescrupuloso e ambicioso membro do partido Borgonhês.
  • Colocada numa prisão secular, a ela negaram atendimento espiritual e a participação às Missas e, acusada de ter visões e ouvir vozes diabólicas, foi condenada à morte como herege e feiticeira (e não como prisioneira de guerra como deveria ser), não sem antes se defender, resolutamente, a sua fé,. Foi martirizada, queimada viva em Rouen em 1431, abraçada a um crucifixo e exclamando continuamente o nome de Jesus e suas cinzas foram jogadas no rio Sena.
  • Vinte e quatro anos após sua morte, foi aberto em Paris a revisão de seu julgamento e criado o processo de reabilitação, com o consentimento da Santa Sé, o qual anulou o julgamento de Joana.
  • No início do séc. XIX era grande a simpatia pela mártir na Europa, inclusive na Inglaterra. Seu processo de beatificação começou em 1869 com o monsenhor Dupanloup, Bispo de Orleans, o Papa Pio X a beatificou em 1909, foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV e declarada Padroeira da França pelo Papa Pio XII. A Igreja a celebra em 30 de maio.