Igrejas Católicas do Rito Oriental

  • As igrejas do Rito Oriental são todas aquelas que têm Rito distinto do Rito Latino, do Ocidente, ou seja, as igrejas particulares, sui juris. (literalmente “de seu próprio direito”), em união com o Papa, que gravitam em torno de Roma ou dela se separaram devido ao Cisma e dependiam originalmente do império oriental, bizantino, em Constantinopla, e também centralizavam–se no patriarcado dessa cidade.
  • Em número acima de vinte, elas conservam as seculares tradições litúrgicas e devocionais das várias igrejas orientais com as quais estão associadas historicamente.
  • Desde o quarto século. Compõem-se, basicamente, pelas igrejas Ortodoxa Grega Unida (Uniate), Bizantina, Maronita, dos Caldeus, Alexandrina, Abssínia, Sirian, Armênia, Copta e Malabar - nem sempre em comunhão umas com as outras seja pela linguagem, ritos ou artigos de fé como base comum.
  • Elas se formaram pela divisão na antiga Igreja Ortodoxa, única, provocada pelas heresias nestoriana e monofisista, no séc. XVI-XVII. Estes católicos, embora não organizados como um só corpo, professam a mesma fé, estão unidos ao Bispo de Roma como cabeça visível da Igreja Católica Apostólica Romana, assim como fizeram os Santos Padres do oriente, Santo Atanásio, S. Basílio e S. João Crisóstomo.
  • Cada uma dessas igrejas têm ritos distintos do rito romano, muitas vezes, por questões dogmáticas e, em sua maioria, são profundamente nacionalistas. Algumas distinções entre essas Igrejas:
  • A cristandade oriental pode também ser definida de forma simples, como o patriarcado de Roma e todas as igrejas que dele se separaram; as demais, com um corpo cismático delas formado, caracterizam a metade Oriental não mais considerada como uma única igreja (como foi a Latina até a Reforma de Lutero), pois até o Conc. de Éfeso, 431, havia uma única igreja do oriente, e desde então, inúmeras outras gradualmente se formaram até 1908.
  • Uma distinção a se pode aplicar, em sentido geral e amplo, é da língua: o Cristianismo do ocidente até a Reforma era o latim e mesmo hoje instituições protestantes são marcadas em sua ancestralidade latina.
  • Ainda em sentido amplo, o oriente pode ser chamado “grego”, embora muitas igrejas orientais não saibam nada dessa língua e as mais antigas, Nestoriana, Armênia e Abssínia, jamais usaram o grego liturgicamente ou em sua literatura religiosa, no entanto, dependem, em certo sentido, da tradição grega.
  • Pode-se também defini-las, mais cientificamente, usando a antiga divisão do Patriarcado, originalmente, até o Conc. de Nicéia em 325, sendo as de Roma, Alexandria e Antioquia; legislação posterior formou mais dois patriarcados por conta de Antioquia: o de Constantinopla em 381, e de Jerusalém em 451, e ainda assim o de Roma era superlativamente maior.

v. Cisma, Patrística, Malabar, Monofisismo, Nestorianismo.