Igreja Ortodoxa Grega - A primeira das Igrejas cristãs do Oriente em tamanho e importância, é considerada a maior instituição, depois do catolicismo, que permaneceu fiel aos decretos de Éfeso e Calcedônia.

  • Originalmente compreendia os patriarcados orientais de Alexandria e Antioquia e Constantinopla e Jerusalém, mas o equilíbrio entre estes logo foi rompido, a igreja de Chipre afastou-se de Antioquia e se fez extra-patriarcal (autocéfala) no Conc. de Éfeso em 43l.
  • Seu título expressa, sem distinção de língua, raça ou nacionalidade, todas as Igrejas do Oriente que adotam o rito bizantino, separadas de Roma, enquanto o termo “Igrejas Gregas Unidas” (Uniate) indica as igrejas do rito bizantino unidas à Roma por serem católicas;
  • O termo Igreja Ortodoxa Grega é inapropriado, embora comumente usado, uma vez que não existe o rito grego, mas sim o rito “bizantino” e, ainda, em relação à nacionalidade somente três, em vinte igrejas desse rito reivindicam o título “Igreja Grega”.
  • No séc. V o avanço do Nestorianismo e do Monofisismo levou as igrejas da Síria e Egito ao cisma e assim os Patriarcas de Antioquia, Jerusalém (territorialmente menor e menos importante) e Alexandria se reduziram enquanto Constantinopla valorizou-se pela presença e favores do imperador, crescendo rapidamente em importância.
  • Em 1274 o Conc. de Lyon declarou a união das Igrejas Romana e Oriental, mas o acordo foi rechaçado pela Igreja Ortodoxa, novamente proposto em 1438 no Conc. de Ferrara-Florença, também recusado.

v. Cisma, Nestorianismo, Monofisismo.