Finados – lCelebração em memória dos Fiéis Falecidos no dia 2 de novembro.

  • Comunhão com os falecidos: com base no AT, desde a primeira geração de cristãos a Igreja venera com piedade a memória dos fiéis defuntos uma vez que considera salutar rezar por eles para que seus pecados sejam perdoados (cf. 2 Mc 12,43-46; Tb 2, 1-9;1).
  • A fidelidade a essa prática já se verificava nas Missas celebrando a Memória dos Mortos no século IV, porém sem uma data fixa.
  • A partir do séc. XI, os Papas Silvestre II (999-1003), João XVIII (1003-1009) e Leão IX (1048-1054) determinaram às comunidades que observassem uma data anual de oração pelos falecidos; assim no séc. XIV fixou-se no dia 2 de novembro essa celebração, uma vez que a Festa de Todos os Santos já havia sido definida, no séc. IX, no dia 1º desse mesmo mês.
  • Nessa celebração reza-se não aos mortos mas sim pelos mortos.
  • Na liturgia do oriente, na véspera de Pentecostes, a Igreja reza por todos os mortos, conforme 1 Cor 15,52, uma vez que a parusia chegará para todos, mortos e vivos. Um antigo costume na Igreja do ocidente era o de consagrar cada segunda-feira à Oração pelos mortos, devido à crença popular de que no Domingo, dia da Ressurreição do Senhor, as almas do Purgatório não sofriam e na Segunda-feira recomeçavam as suas penas.

v. Libri Vitae, Intercessão, Comunhão dos Santos, Parusia, Todos os Santos, Mártires.