Estigmas – gr. stygmata, der. stygma, marca, sinal. Os sinais místicos, as marcas das chagas da Paixão de Jesus Cristo. As marcas semelhantes às de Cristo, impressas visivelmente e de forma sobrenatural durante êxtases, no corpo de um beato ou santo da Igreja, com os intensos sofrimentos correspondentes aos ferimentos e sangramento (entretanto sem odor, supuração ou alteração mórbida dos tecidos). *

  • Em alguns casos não há sinais visíveis, apesar das dores, onde os estigmas aparecem regular, irregular e periodicamente (o caso da dominicana Santa Catarina de Ricci, 1522-1589).
  • Em outros casos há fragrância perfumada, caso da Santa Joana da Cruz, priora franciscana em Toledo, Espanha.
  • A história registra S. Francisco de Assis como o primeiro a receber os estigmas, com a característica de não serem vistos subsequentemente, fato atestado por inúmeros historiadores contemporâneos (a celebração de seus Estigmas ocorre em 17 de setembro).
  • A Igreja cuidadosamente registra, entre os séc. XIII a XVIII, 62 santos e santas estigmatizados, incluindo S. Francisco de Assis, e entre eles as Santas Catarina de Sena, Rita de Cássia, Margarida Maria Alacoque, Catarina de Sena e São João de Deus.
  • No séc. XVIII-XIX, registra vinte estigmatizados como:
  • Santa Catarina Emmerich (1774-1824), Elizabete Canori Mora (1774-1825), e Maria de Moerl (1812-1868), esta a partir dos vinte e cinco anos se manteve em êxtase constante pelos restantes 35 anos de sua vida.
  • Santa Verônica Giuliani (1660-1727), irmã Clarissa, (seu Diário, escrito durante mais de trinta anos, formou 44 livros) carregou os Estigmas, após sua morte seu corpo ainda apresentava as feridas da Paixão e a autópsia revelou o seu coração realmente transpassado de fora a fora.
  • No séc. XIX-XX, S. Pio de Pieltricina (1887-1968), canonizado em 2002, carregou estigmas durante cinqüenta anos, que desapareceram na véspera de sua morte em 23 de setembro sem deixar cicatriz alguma.

v. Sedile.