Embolismo - gr. der. emballein, colocar em, inserir, intercalar, adicionar. A palavra possuiu dois usos específicos:

  1. Na linguagem eclesial, na Missa: na Oração Eucarística, entre a Oração do Pai Nosso (Oração Dominical) e a Fração do Pão, é o desdobramento, ou desenvolvimento, do último pedido do Pai Nosso, privativo do celebrante “Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. (…)”, (oração de libertação do poder do mal).
  2. no Calendário Gregoriano o termo indica a intercalação pela diferença dos dias entre o ano lunar de 354 dias e o ano solar de 365.2922 dias; no ciclo lunar Alexandrino de 19 anos, adicionou-se sete meses, um a cada 2º, 5º, 8º, 11º,13º, 16º, 19º ano (embolístico), cada ano embolístico tendo 13 meses lunares, ou 384 dias, conforme o ano judaico.
  • O ano embolístico era determinado pelo sinédrio judaico, não por análise astronômica, mas de maneira irregular segundo as estações do ano e suas variações.
  • No aspecto litúrgico o Embolismo pode datar dos primeiros séculos, sob várias formas, encontradas na sua maioria nas igrejas orientais, particularmente na liturgia da Igreja Síria;
  • As liturgias gregas de S. Basílio e S. João Crisóstomo, contudo, não a contêm, mas a Igreja Romana fazia ligação a uma petição de Paz na qual inseria os nomes da Mãe de Deus, S. Pedro, S. Paulo e S. André (encontrado no Sacramentário Gelasiano) e durante a Idade Média as ordens religiosas e igrejas provinciais adicionavam os nomes de seus patronos, santos e fundadores, a critério do celebrante.

v. Calendário Lunar, Neomênias, Sacramentário, Shanah.