As Oito Cruzadas - Parte 3

  • 6ª Cruzada, 1228-1229. Devido a discórdia entre o sultão do Egito e o sultão de Damasco, na Síria, o imperadir Frederico II conseguiu, através de negociações diplomáticas, que os turcos entregassem Jerusalém, Belém e Nazaré. Em 1229 o imperador recebeu a coroa real no Santo Sepulcro e regressou à Europa.
  • 7ª Cruzada, 1248-1250. O Papa Gregório IX convocou mais uma cruzada em 1239, contudo, os turcos conquistaram definitivamente Jerusalém em 1244. O rei da França, Luís IX (depois canonizado como São Luís), tomou a iniciativa de comandar esta cruzada e depois de alguns êxitos, o exército do rei foi dizimado pelo tifo e isolado no Egito pelas inundações do rio Nilo. Cercado pelos turcos, Luís IX foi aprisionado e seu resgate custou as posições antes conquistadas e o pagamento de 500 mil libras tornesas (moeda de ouro cunhada na França).
  • 8ª Cruzada, 1270. Na época, os cristãos no Oriente Médio viviam anárquicamente e as Ordens religiosas dos monges cavaleiros, chamados para defender a região, viviam em conflito. Entre essas Ordens estavam os Templários, guardiães do Santo Sepulcro; os Hospitaleiros, cuidando dos hospitais da Terra Santa e os Teutônicos, organizados para atendimento aos doentes e feridos. Os interesses comerciais entre os venezianos e os genoveses criavam outro conflito e provocavam choques armados entre os cristãos. Entre os turcos os problemas não eram menores e se viam agora pressionados pelos mongóis, vindo do Oriente distante, liderados por Gengis Khan. A presença dos mongóis favorecia os cristãos, pois muitos deles haviam se convertido ao cristianismo, e apesar de instigados contra os turcos, foram rechaçados. No Egito, os seldjúcidas, chamados mamelucos, em diversas ofensivas, avançaram contra os cristãos, empurrando-os contra o mar e isto levou o rei Luíz IX a organizar esta 8ª Cruzada, saindo do porto de Águas Mortas, desembarcou em Túnis, na África, onde o rei morreu e a cruzada foi suspensa.