Cruzadas – “levar a Cruz” até Jerusalém; movimento político-religioso surgido na Idade Média.

  • Concebida inicialmente como uma peregrinação religiosa, proposta em 1095 pelo Papa Urbano II (1088-1099), no concílio de Clermont, França, diante da exposição de Pedro D' Amiens sobre a triste condição da Terra Santa.
  • As Cruzadas procuraram inicialmente defender e libertar dos infiéis mulçumanos o Santo Sepulcro, na Terra Santa, mas devido às interferências políticas da nobreza transformou-se num movimento militar, pseudo- religioso, incontrolável.
  • A 1ª Cruzada liderada por Pedro, o Eremita, não passava de um bando armado e desorganizado formado por guerreiros bárbaros recém-convertidos e nobres cavaleiros franceses, que indevidamente apregoavam o “dever cristão de matar em nome de Deus” e convocavam as populações por onde passavam para a guerra como ato de “devoção, oração e penitência”.
  • A primeira Cruzada iniciou no ano 1095 e a oitava, e última, ocorreu entre 1270-1291.
  • As Cruzadas permitiram, de modo positivo, a expansão do cristianismo no Oriente, o surgimento de novas Ordens religiosas, levou ao povo o conhecimento, as letras e artes, antes limitadas aos mosteiros; fundaram-se escolas e Universidades como as de Paris e Colônia, com notáveis catedráticos como S. Tomás de Aquino, Santo Anselmo, S. Alberto Magno, S. Boaventura e Duns Scottus, entre outros, e permitiu ainda a ampliação do comércio e a instalação de novas colônias européias pelo mundo.

v. Templários.

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