Confissão

1. Declaração formal de crença, Confessionalismo.

2. O Sacramento da Penitência, também chamado de Reconcliação ou Perdão (cf.Jo 20,23;Tg 5,1) ao qual, atualmente, a Igreja católica se refere como sacramento de Cura.

  • Neste Sacramento as crianças, jovens e adultos, depois de devidamente preparados, ou catequisados, devem confessar-se oralmente antes de receber a Primeira Eucaristia e a Igreja recomenda que à participação na Confissão comunitária deve se seguir a confissão individual.
  • A obrigatoriedade da Confissão anual aos fiéis foi regulamentada pelo IV Conc. de Latrão em 1215; a Didaché, no 1º séc., já fazia referência à confissão nos seus capítulos 4 e 14 e S. Calixto, Papa (217-222) já havia regulado, na África, sobre a confissão.
  • A confissão particular, auricular, foi tema do apologista e exegeta grego, Orígenes (185-254), em uma de suas homilias sobre o Salmo 37 (Ep. 1 in, ps. 37. hom. 25).
  • Nos primeiros séculos a reconciliação dos cristãos que cometiam especialmente pecados graves, estava ligada a uma disciplina rigorosa e deviam fazer penitência pública por longos períodos; a prática da penitência privada (secreta, entre o penitente e sacerdote) chegou à Europa continental no séc. VII trazida por missionários irlandeses inspirados na tradição monástica do Oriente.

v. Didaqué, Idade da Razão, Monasticismo, Sacramentos.

Confissão/Confessio. Também conhecido, em latim, como Memoria ou Martyrion. A palavra Confessio designa o túmulo de um confessor ou mártir, tendo ainda diferentes aplicações como:

1. Altar erigido sobre um túmulo; a cavidade onde ficava uma tumba; o altar-mor de uma Basílica, erguido sobre o Confessio.

2. Os mais famosos Confessios estão em S. Lourenço fora dos Muros, com os restos mortais de S. Lourenço e Santo Estevão e da Basílica de S. Pedro, em Roma, construído pelo Papa Anacleto (76-88) como memoria, sobre o túmulo do Apóstolo e, como Confessio, por Constantino.

✝️Durante a restauração da Basílica de S. Pedro, em 1594, o piso cedeu e expôs o túmulo de Pedro e sobre ele, a cruz de ouro, pesando 68 quilos. Mais tarde o termo foi adotado para indicar o nicho- relicário em um altar (Ordo Rom. de Dedic. Altaris).

✝️Sob o confessio de S. Pedro se encontra um nicho com um cofre de ouro, feito por Benvenuto Cellini, onde ficam guardados os Pálios a serem enviados aos arcebispos, conforme a Const. Rerum Ecclesiasticarum do Papa Bento XIV, em 1748; ali, durante a Idade Média, os pálios, após serem abençoados, ficavam por uma noite tocando o túmulo de S. Pedro.