Comemorações dos Santos - Dentro do Calendário Cristão, o registro do nascimento dos Santos é um elemento substancial, observando que as palavras nascimento e aniversário se confundem (genethlios, natalis).

  • Antes da Era Cristã personagens da realeza, após a sua morte, eram deificados e seus aniversários tornavam-se datas festivas, contudo essas datas não significavam exatamente o dia do nascimento.
  • Antigos livros litúrgicos cristãos citavam a frase latina natalis calicis como a festa da atual Quinta-feira Santa, ou ainda natalis episcopis, dia da consagração de um Bispo; ambas frases serviam também para descrever a data da morte de um cristão pelo martírio, significando o seu “nascimento” para a nova e gloriosa vida no céu.
  • Um registro histórico feito em Smirna, sobre a morte de S. Policarpo, aproximadamente no ano 145, demonstra a tentativa de recuperar o corpo de um mártir, precioso tesouro, para prestar-lhe culto e assim instituindo uma festa em sua honra.
  • No começo do séc. II era comum ter essas celebrações, limitadas aos locais de martírio ou onde se encontrava as relíquias de um mártir e, mais tarde, com a distribuição de partes das relíquias por vários lugares, multiplicaram-se as Festas dos Santos em vários países e mesmo continentes. * Das primitivas listas de festas ainda preservadas, a mais importante e famosa é o Calendário Filocaliano, de autoria de Dionísio Filócalo, um cristão dedicado ao registro de informações cronológicas, compiladas neste livro do ano 354. Nele se encontram duas relações de grande valor, a Depositio Martyrum e a Depositio Episcoporum, contendo considerável número de mártires, concluindo S. Pedro e S. Paulo (celebrados na mesma data, 29 de Junho) e os Africanos S. Cipriano, Santas Perpétua e Felicidade. , Este livro registra como Festas fixas, a Natividade de Jesus e a da Cátedra de S. Pedro em 22 de Fevereiro.

v. Todos os Santos, Martiriólogo, Festas Litúrgicas, Festas de Preceito.