Batistério – Local, pia, originalmente na entrada das Igrejas onde se batizam as crianças.

  • Invariavelmente, segundo a regra dos primeiros séculos do cristianismo, o Batistério não era parte integrante das igrejas, mas construção à parte, destacada e ligada ao templo por um peristilo (colunata), como hoje ainda se vê em algumas igrejas remanescentes.
  • O batismo era um privilégio particular das Catedrais, geralmente realizado em uma capela, circular ou poligonal, com salas para os ministros, testemunhas e neófitos ao redor da fonte (ou tanque) localizada em seu centro, onde o Sacramento do Batismo era solenemente administrado, ou era usada nas cerimônias de iniciação, na Páscoa ou Pentecostes.
  • O termo em latim baptisterium foi aplicado ao tanque contendo a água batismal e na igreja primitiva os termos “fonte batismal” e o prédio, ou capela, se confundiram; o batistério laterano, p.ex., incluía um altar para a Eucaristia que era celebrada após o batismo.
  • De acordo com o Ritual Romano, o batistério deve ser cercado com uma porta com chave, se possível adornado como uma pintura do Batismo de Cristo por João e armário onde se guardam o óleo batismal, o sal (atualmente dispensado) e as velas.

* A famosa torre redonda, bem inclinada, não é uma Igreja mas parte dela, um campanário com Batistério projetado por Dioti Salvi em 1153; é circular, com 40 metros de diâmetro, e até 1278 não havia sido concluído; recebeu elementos góticos do séc. XIV o que não possibilita determinar precisamente como era o seu desenho externo original .

  • Em alguns lugares no Brasil, muitas vezes o termo “batistério” se refere, popularmente, à certidão de batismo

v. Batismo, Catecúmenos, Campanário, Latrão.