Anjo de Guarda – A existência de um Anjo de Guarda para cada alma, individualmente e não somente nos batizados, não está definida pela Igreja como artigo de Fé. Embora a existência dos anjos seja dogma da Igreja (conf. IV Concílio Lateranense [1215] e Concílio Vaticano I [1869]). S. Jerônimo, a respeito deles se expressou “Quão grande é a dignidade da alma, que desde o nascimento cada pessoa tem um Anjo encarregado de guardá-la” (Comm. In Matt., XVIII, livro II). Essa devoção presente na vida Igreja, na oração e na liturgia, tem seu fundamento bíblico a partir de Gn 28-29 e no NT a doutrina se define com exatidão em Mt 18,10 com duplo aspecto doutrinário: toda criança tem seu anjo de guarda e estes não perdem a visão de Deus por cumprirem sua missão na Terra. Em At 12,15; 27,23 e Hb 1,14 encontram-se exemplos precisos. S. Tomás de Aquino afirma que somente os anjos hierarquicamente menores, enviados a guardar os humanos, podem agir sobre nossos sentidos e nossa imaginação, mas não sobre nossa vontade e não se separam de nós após a morte mas nos ajudam a alcançar a salvação e permanecem conosco noCéu (Summa Teol. I,113,4; 111,2-4; 106,2;111,2; 108,7, ad 3am). Cada comunidade ou mesmo um país, também tem seu Anjo da Guarda. • A Igreja católica celebra os Anjos da Guarda no dia 2 de outubro e o Missal Romano na Oração da Coleta desse dia diz: “Ó Deus que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei que sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu”.