Alegria - A alegria de Nossa Senhora pela Ressurreição de seu Filho, a devoção e a festa de Sancta Maria Gaudiorum ou Nossa Senhora dos Prazeres. A piedosa tradição de que Cristo após sua ressurreição tenha visitado sua santa mãe, embora não se encontre no Evangelho, tem um atestado reconhecimento patrístico e na tradição católica. Do séc. IV ao séc. XX além de mais de 50 autores, dois Papas, ao menos, fazem referência ao tema, Bento XIV e João Paulo II, este por duas vezes. Portugal foi a primeira nação a criar uma festa, e fomentar a devoção, para este fato e a introduz na liturgia oficial no séc. XVI e nos breviários e missais da época esta festa é celebrada tradicionalmente na segunda-feira depois da Domenica Albis (segundo Domingo de Páscoa). A Espanha também comemorava esta festa e a memória das “sete alegrias” de Nossa Senhora já estava presente, no séc. XIII, entre os Servos de Maria e os Franciscanos, mas é no ambiente dos séc. XI e XII que encontramos o testemunho de Santo Anselmo d´Aosta (+1089), Roberto de Deuzi (+1130), do cisterciense inglês Estevão de Saley (+1252) apresentando as 15 alegrias de Maria, e de Gertudres di Helfa (+1302). No Brasil ainda colônia de Portugal no séc. XVII, o primeiro santuário dedicado a esta invocação da Virgem Maria está em Recife PE, no histórico Morro dos Guararapes, na capela mandada construir em 1654 pelo general português Francisco Barreto de Menezes, após a vitória de suas tropas em duas batalhas contra os holandeses em 1648-1654, sob a intercessão de Sancta Maria Gaudiorum. Esta capela foi entregue aos cuidados dos monges beneditinos do mosteiro de S. Bento de Olinda, entre os quais se encontrava o saudoso e admirado frei Damião.  Na iconografia o tema “Aparição de Cristo à sua Mãe” está apresentado em vários países, inclusive no Brasil, na catedral de São Salvador da Bahia.