Acometae - gr. akoimetai, à parte + koiman, repousar, manter-se.

Apelativo comum aos ascetas do oriente conhecidos pelo rigor de suas vigílias de oração e, no entanto, título mais conhecido de uma Ordem de monges Basilianos, gregos, dedicados à oração e intercessão incessantes, dia e noite.

Fundada em torno do ano 400, por um certo Alexandre, que abandonou Bizâncio (Constantinopla) para viver no deserto que ao voltar estabeleceu a comunidade laus perenis, louvor perene, e encontrou, contudo, a hostilidade do patriarca Nestório e do imperador Teodósio.

O apogeu desta Ordem aconteceu no ano 800 com a criação do Studium, sob o Abade Teodoro, lugar que se tornou importante centro de estudos e piedade.

O Ofício Divino em seus antigos mosteiros, sob o Salmo 118, vers. 164 “Sete vezes ao dia publico vossos louvores”, consistia em sete horas, ou momentos (orthrinon, trite, ekte, enate, lychnikon, prothypnion, mesonyktion), que S. Bento transmitiu à Igreja do ocidente sob os nomes de prima, tércias, sextas, nonas, vésperas, completas, matinas (noturnas) e laudes.

Os Acometae tiveram grande importância, no sentido da ortodoxia, ou reta doutrina, nas questões cristológicas levantadas por Nestório e Êutico, na controvérsia sobre os ícones, bem como ao apoiarem a Santa Sé contra o cisma Acaciano e por isso foram elogiados pelo Sínodo de Roma em 484, por “sua piedade e zelo constante” sobre a fé católica.